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:: ‘Brasil’

RJ: “Para desarmar bandido com fuzil, só tiro na cabeça”, diz conselheiro de Wilson Witzel

Turmas de 20 policiais civis e militares em aulas de oito horas por dia, de segunda a sábado, durante um mês, antes de ir para as ruas. Assim, o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), pretende preparar nos batalhões e nas delegacias especializadas grupos dos chamados “atiradores designados” para “abater” portadores de fuzil. Em entrevista ao G1, o principal conselheiro do governador sobre a questão dos atiradores, Flávio Pacca, explicou como o futuro governo pretende treinar policiais para a estratégia.

Os grupos de atiradores a serem criados no RJ se diferenciam dos tradicionais snipers, utilizados, como visto em filmes, para atirar em sequestradores para libertar pessoas sob a mira de uma arma ou em inimigos em guerras. Segundo Witzel, o criminoso com fuzil não precisaria ter ninguém na mira de uma arma para ser “abatido”, o que, para o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, ainda não é permitido por lei. A ideia dos assessores do governador para o tema é que esses atiradores de elite se assemelhem mais aos chamados caçadores das Forças Armadas: entrem nas comunidades e deem tiros em traficantes ou milicianos que resistam à entrada policial.

Pacca, de 57 anos, é inspetor e instrutor de tiro da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Colega de turma do governador eleito no curso de Direito do Instituto Bennett, no Flamengo, Zona Sul do Rio, e derrotado nas eleições para deputado federal pelo partido do ex-juiz (o PSC), Pacca quer trazer para a polícia carioca a experiência que adquiriu em treinamentos que teve na Polícia Federal, em Brasília. “Qual a única forma de retirar o fuzil das mãos dessas pessoas nas comunidades? Desafio que alguém me dê uma solução de como neutralizar alguém com esse armamento na rua. Quando qualifico o policial, eu protejo a comunidade”, explicou Flávio Pacca. A atual onda de contextações à proposta teve início na terça-feira (30), quando o governador Witzel esteve no programa “Estúdio I”, da GloboNews. Na ocasião, o ex-juiz afirmou que treinaria snipers para abater, até de helicópteros, quem estivesse numa favela portando um fuzil.

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Garota é internada em estado grave após fazer procedimento estético nos glúteos

Mais um caso de complicação decorrente de procedimento estético suspeito vem à tona: a comerciante Angela Pedrosa, de 25 anos, está internada em estado grave no Hospital Rocha Faria há 15 dias. Ela quis aumentar o bumbum pela segunda vez e se submeteu a aplicações na própria casa, no último dia 17, e desde então não sai do hospital.

A jovem teria dito à mãe, Ana Cláudia, que faria uma drenagem. A família era contra o aumento dos glúteos.

“Meia hora depois, uma hora mais ou menos, ela falou assim: ‘Mãe, vem aqui que você vai ver um negócio.’ Quando eu entrei, a mulher já estava com aquele monte de agulhas enfiadas nos glúteos”, lembra Ana Cláudia. “Passou uma hora, ela falou: ‘Estou sentindo muita dor’”, emenda.

O relatório médico mostra que Angela procurou o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, horas depois da aplicação. A comerciante entrou na Emergência com infecção grave no bumbum, que virou necrose.

Ela ainda foi transferida para o Hospital Barata Ribeiro, na Mangueira, unidade de baixa e média complexidade. Mas, como Angela piorou, ela voltou para o Rocha Faria já com infecção generalizada.

Parentes de Angela acusam a massoterapauta Simone Costa, que fez a aplicação, de ter desaparecido e procuraram a polícia. O caso foi registrado como lesão corporal.

Brasil: Juíza federal Gabriela Hardt substitui Sérgio Moro provisoriamente na Lava-Jato

O juiz Sérgio Moro ainda dará “maiores detalhes”, como prometeu em nota, sobre o trabalho no superministério da Justiça e da Segurança Pública, que comandará no governo de Jair Bolsonaro. O comando da operação Lava-Jato, enquanto isso, deve ir interinamente para a juíza Gabriela Hardt, também da da 13ª Vara Federal de Curitiba. Hardt é juíza federal substituta desde 2009. Começou a carreira de magistrada em Paranaguá (PR). Caberá a ela interrogar o ex-presidente Luís Inácio Lula no próximo 14/11, em depoimento sobre o processo envolvendo o sítio de Atibaia.

A magistrada já substituiu Moro outras vezes. Em uma das mais destacadas, quando o juiz viajou para Nova York em maio, Hardt mandou prender o ex-ministro José Dirceu. O ex-poderoso petista, conseguiu, em seguida, um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). A troca de Moro por Hardt, contudo, será temporária: ela é juíza substituta. Com a exoneração de Moro, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Thompson Flores, deve abrir procedimento interno e consulta aos juízes titulares vinculados à corte que tenham interesse em assumir a 13ª Vara. Assim, o juiz a ocupar a cadeira de Moro será aquele com mais tempo de magistratura.

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O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o Ministério da Justiça. Os dois estiveram reunidos nesta manhã no Rio de Janeiro. Moro chegou na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, um pouco antes das 9h. Ele veio de Curitiba em voo de carreira e sem seguranças. Após o encontro, Moro divulgou nota dizendo que aceitou “honrado” o convite. Moro disse, ainda, que aceitava o cargo com “certo pesar” pois terá que abandonar a carreira de juiz após 22 anos de magistratura.

“No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, escreveu Moro. “Na prática, significa consolidar os avancos contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, concluiu. Segundo o juiz, a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba “com os valorosos juízes locais”. Ele disse que desde já vai se afastar de novas audiências.

Durante voo de Curitiba para o Rio de Janeiro, Sergio Moro afirmou à reportagem da TV Globo que não havia nada definido e que aceitar o convite para assumir o ministério dependia de agenda anticorrupção e anticrime organizado para o país. “Se houver a possibilidade de uma implementação dessa agenda, convergência de ideias, como isso ser feito, então há uma possibilidade. Mas como disse, é tudo muito prematuro”, afirmou Moro. Moro é o quinto ministro anunciado pelo governo Bolsonaro. Outros quatro já foram anunciados: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), general Augusto Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

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VÍDEO: Governador eleito do RJ formará grupo de “snipers” para “abater” bandidos de fuzil

Eleito governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, do PSC, afirmou em entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews, nesta terça-feira (30), ter solicitado levantamento de quantos “snipers” – atiradores de elite – existem em unidades especiais das polícias Militar e Civil. Witzel, que é ex-juiz federal e foi eleito para o Palácio Guanabara com quase 60% dos votos válidos, também anunciou que irá pedir ao governo federal a manutenção de decreto de Garantia da Lei e da Ordem por mais dez meses. Ao tratar dos atiradores de elite das corporações, Witzel respondeu a pergunta sobre uma de suas propostas que buscou enfatizar durante a campanha: abater criminosos que estejam com fuzis.

Na sequência, o governador eleito foi confrontado com casos no Rio em que pessoas com furadeiras e guarda-chuvas foram baleadas e mortas por policiais militares. Witzel argumentou que os tiros não foram dados por “militares preparados”. Witzel lembrou, então, o flagrante na manhã desta terça, no qual o Globocop registrou homens armados de fuzil disparando contra um blindado da polícia na Cidade de Deus, Zona Oeste. “Tinha cinco elementos de fuzil. Ali, se você tem uma operação em que os nossos militares estão autorizados a fazer o abate, todos eles seriam sido eliminados”, disse. Questionado, o governador acrescentou que policiais especializados em disparos precisos e a longa distância também poderão ser colocados em helicópteros para efetuar os disparos. “Quem vai dizer são os técnicos que vão montar as operações”, explicou. Assista:

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Mudanças no Estatuto do Desarmamento podem voltar à pauta da Câmara

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Agência Brasil – Na volta das atividades parlamentares após o segundo turno das eleições, possíveis mudanças no Estatuto do Desarmamento, uma das propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), podem voltar à pauta da Câmara dos Deputados ainda neste ano.

O coordenador da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), disse ontem (30) que as alterações no estatuto, em vigor desde 2003, podem ser analisadas ainda em novembro. Segundo ele, não há chance de revogação da lei.

O estatuto prevê que a pessoa declare a efetiva necessidade da arma, mas este requisito será suprimido. “Por ser muito subjetivo, estamos suprimindo do texto do estatuto o requisito que diz que precisa comprovar necessidade para o uso da arma”, disse Fraga.

Segundo o deputado, os outros requisitos para a posse e porte de arma deverão ser mantidos, como a exigência de não ter antecedentes criminais, comprovação de curso de tiro e exame psicotécnico e ter, no mínimo, 25 anos de idade para a compra de armas. Ontem, no entanto, em entrevista a emissora Record, Jair Bolsonaro falou em diminuir a idade mínima para compra de arma para 21 anos.

A tramitação da votação em plenário ainda pode ter alterações com a apresentação de substitutivos. Fraga informou que irá apresentar emenda para o que chamou de “porte rural”. “Para o morador do campo ter direito de portar uma arma nos limites da sua propriedade. Saiu dos limites, é porte ilegal de armas”, disse.

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinalizou que o debate sobre o projeto que flexibiliza o estatuto pode ser levado a plenário ainda este ano.

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