[Prefeito de Guanambi é criticado por abrir licitação de caixas d'água por R$ 1,3 milhão e diz ser vítima do 'gabinete do ódio']

O prefeito da cidade de Guanambi, na região sudoeste do estado, está sendo alvo de críticas pela oposição por ter aberto licitações faltando pouco menos de 60 dias para a realização das eleições municipais. Um delas diz respeito a aquisição de 946 caixas d’água no valor de R$ 1,3 milhão. Há, também, segundo denúncia de opositores, dezenas de outras licitações que, juntas, chegam a R$ 8 milhões para compra de itens como ferragens, cimento, cerâmica e contratação de mão de obra.

Jairo Magalhães (PSD), por sua vez, afirma que o procedimento faz parte das ações da prefeitura e alega estar sendo perseguido por um “gabinete do ódio” formado para desgastar sua imagem. O termo gabinete do ódio passou ser utilizado nacionalmente para descrever um grupo formado por servidores ligados ao vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) suspeito de disseminar fake news contra desafetos políticos.

Em entrevista ao jornal A Tarde, o vereador Agostinho Lira Neto (DEM), disse que a prática de abrir licitações antes das eleições foi usada pelo gestor anterior, como uma forma de elevar a popularidade e conseguir mais votos. “A história está se repetindo. O atual gestor foi vitorioso com uma pequena margem de votos: cerca de 800, ou seja, menos de 1% do leitorado” disse.

Bnews teve acesso à licitação publicada no portal da prefeitura no dia 14 de setembro. O documento torna público a licitação na modalidade de pregão eletrônico e menor preço por item para aquisição das caixas d’água. Os objetos serão destinados para “a manutenção dos serviços das secretarias municipais”.

Na concorrência, apenas empresas nacionais do ramo, individuais, que atendam às condições do edital, com prioridade de contratação para Microempreendedor Individual (MEI) Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) com sede local ou regionalmente.

“O procedimento é legal e a prefeitura vem fazendo isso o ano inteiro, todos os meses temos licitação, a máquina é contínua. Isso não quer dizer que nós vamos comprar isso tudo [caixas d’água]. Imagina a gente ter que fazer licitação mês a mês? Então, você faz a licitação e, a depender da demanda, você vai adquirindo. É um valor global, às vezes você faz uma licitação grande e, às vezes, você usa apenas 10%, de acordo com a necessidade. Agora, por exemplo, estamos em uma emergência, podemos precisar de um número grande, ou não”, explicou.

O gestor classificou as denúncias como sendo “desespero da oposição”. Ele também se diz vítima de perseguição política. “Três anos e meio de mandato e só agora uma denúncia? Estou sendo perseguido o tempo todo, montaram um gabinete do ódio só para denegrir nossa imagem. Advogados já estão cuidando desse assunto”, completou Jairo.

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 Com informações do site //Bnews