Foto: Reprodução/Twitter

O governo Jair Bolsonaro adotou cautela em relação ao vazamento de conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Segundo a coluna Poder, da Folha, a equipe do presidente quer evitar movimentos prematuros, antes que fique clara a dimensão completa do caso. Embora aliados do presidente tenham defendido o ministro da Justiça e afirmado que Bolsonaro confia em Moro, seus auxiliares recomendaram que o presidente aguarde a revelação de outros trechos dos diálogos entre o ex-juiz da Lava Jato e integrantes da força-tarefa da operação.

Em evento durante a tarde de segunda (10), Bolsonaro ignorou o caso e não deu entrevistas. Mais cedo, filhos do presidente defenderam o ministro da Justiça. Eduardo e Carlos publicaram mensagens nas redes sociais para enaltecer seu trabalho na Lava Jato. No fim da tarde, o Palácio do Planalto informou que Bolsonaro não se pronunciaria sobre o assunto. O porta-voz do governo, general Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente conversaria com Moro a ntes de se manifestar.

Ele acrescentou que “jamais” se discutiu uma possível demissão do ministro. Horas depois, segundo a TV Globo, o secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, afirmou que o presidente dera uma declaração sobre o caso: “Nós confiamos irrestritamente no ministro Moro”. Assessores políticos de Bolsonaro afirmam que Moro continua sendo uma das figuras mais populares do país. Eles temem, porém, que uma defesa precipitada seja atropelada por informações ainda desconhecidas. A estratégia seria, então, blindar o presidente de desgastes.

A ordem, além disso, é afastar o presidente de qualquer ato pregresso de Moro. A avaliação é que o conteúdo das conversas, até agora, não tem relação com o governo e com a atuação do ex-juiz como ministro. Segundo um aliado, um passo apressado levaria a crise para dentro do Planalto. Mensagens divulgadas no domingo (9) pelo site The Intercept Brasil mostram que Moro e Deltan trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da Lava Jato. Os dois discutiam processos em andamento e comentavam pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal.
Após a publicação das reportagens, a equipe de procuradores da operação divulgou nota chamando a revelação de mensagens de “ataque criminoso à Lava Jato”.

O pacote de diálogos inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram de 2015 a 2018. Parte deles se refere ao processo do tríplex em Guarujá (SP) em que o ex-presidente Lula foi condenado. Assessores políticos de Bolsonaro temem que uma reação precipitada possa ser atropelada pelos desdobramentos do caso e por informações ainda desconhecidas. A estratégia é, então, blindar o presidente de desgastes. leia mais AQUI.

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