Pouco antes da morte da família brasileira que estava em um apartamento em Santiago, no Chile, nesta quarta-feira (22), a mãe de duas das vítimas morreu de câncer em Florianópolis, capital catarinense. Parentes que estavam no Brasil chegaram a comunicá-los por telefone sobre a morte dela, mas perderam o contato com o grupo logo em seguida. Ainda segundo familiares, os dois casais e os dois adolescentes chegaram a relatar, durante a ligação, que estavam todos passando mal. Logo depois, os parentes no Brasil não conseguiram mais falar com eles. Bombeiros chilenos suspeitam que um vazamento de gás tenha causado as mortes.

Iete Isabel Muniz Nascimento estava desde terça-feira (21) internada no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) e morreu na madrugada de quarta-feira. O corpo foi velado e cremado durante esta manhã em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ela era mãe de Jonathas Nascimento Krueger, 30 anos, e Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos, que morreram no Chile. Débora era mulher de Fabiano de Souza, 41 anos, e mãe dos dois adolescentes. Todos morreram no apartamento em Santiago. Eles estavam na cidade para comemorar o aniversário da filha Caroline Nascimento de Souza, que completaria 15 anos nesta semana.

O advogado da família catarinense, Mirivaldo Aquino de Campos, chegou a dizer que iria resolver a cremação da mãe antes de providenciar o translado do Chile. O prefeito do município de Biguaçu, cidade natal de parte da família, decretou luto oficial de três dias. “É uma tragédia sem igual, a família querida, conhecida. A mãe faleceu ontem. A família foi dar notícia pra filha e aí descobre que a família toda lá também faleceu. É um negócio que ninguém acredita”, disse o prefeito Ramon Wollinger. “É o momento de prestar o apoio necessário para a família, toda a questão de logística, e confortar essa família que foi uma tragédia muito grande”, completou o prefeito.

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A amiga da família e fotógrafa Amanda Silva Rosa contou durante a cerimônia de despedida de Iete a dificuldade dos parentes em lidar com a situação. “Só aqui é um valor muito alto com o velório da dona Iete. A família está pedindo socorro”, disse. A mesma amiga conta como foi o momento de contato de Débora com os familiares. “A Débora entrou em contato com a família e foi a última a falecer. Mas ela viu todos morrerem. Ela achou que eles estavam tendo uma crise convulsiva. O pequeno de 13 anos ele estava totalmente roxo. Ele conseguiu mandar foto do marido. Mas a gente deletou porque foi muito forte”, afirmou a amiga.

Fotos da viagem dias antes da tragédia

Fotos compartilhadas nas redes sociais nos últimos dois dias mostram como Jonathas Nascimento Kruger, de 30 anos, e a mulher, Adriane Krueger, de 27, aproveitavam a viagem com outros quatro familiares para o Chile. O grupo foi encontrado morto em um apartamento de Santiago na noite desta quarta-feira. A principal suspeita é de que um vazamento de gás tenha causado a tragédia. Casados desde 2016, Jonathas e Adriane adoravam viajar. Porto de Galinhas, Balneário Camboriú e Rio de Janeiro foram alguns dos destinos aproveitados pelos dois. No Chile, eles celebravam o aniversário da sobrinha e afilhada de Jonathas, Karoliny Nascimento de Souza, que completaria 15 anos nesta sexta-feira.

Nas fotos que Adriane fez durante os poucos dias de viagem antes da tragédia há uma selfie dela e do marido estampando sorrisos largos na Praça da Constituição, onde fica a sede do Poder Executivo local. Além de uma foto romântica de mãos dadas no centro da cidade, Adriana mostrou que os dois aproveitaram também um passeio até a Cordilheira do Andes, para curtir um frio de -7°C e construir um boneco de neve. Também foram encontrados mortos no apartamento na capital chilena Fabiano de Souza, de 41 anos, Débora Muniz Nascimento de Souza, de 38, e os dois filhos, Karoliny e Felipe Nascimento de Souza. Eles moravam em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Segundo a prima da família, Noemi Fortunato Nascimento, a viagem estava programada há quase um ano.

Os seis turistas haviam alugado pela internet um apartamento na rua Santo Domingo, em Santiago, e estavam prestes a retornar ao Brasil, porque a mãe de Jonathas e Débora morreu na madrugada desta quarta-feira.— Quando tudo estava acontecendo lá no Chile, nós estávamos velando a mãe deles aqui no Brasil. Eles iriam voltar para o velório — contou Noemi. A última vez em que a família teve contato com as vítimas foi às 15h desta quarta-feira, quando Karol passou o endereço em que os seis ficariam hospedados. Os parentes se queixaram de mal-estar, e um familiar acionou o cônsul-adjunto brasileiro no Chile, que então foi ao apartamento com policiais. Os agentes foram forçados a arrombar a porta e lá encontraram os corpos. A polícia interditou as ruas vizinhas ao edifício e iniciou uma investigação para determinar a causa das mortes dos turistas.

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