A juíza Silvia Lúcia Bonifácio Andrade Carvalho decretou, ontem (27), a prisão preventiva de nove das dez pessoas acusadas de envolvimento no esquema de desvio milionário da Saúde em Feira de Santana, por meio de contratos com a cooperativa Coofsaúde.

Eles foram presos no último dia 18 de dezembro durante a Operação Pityocampa, deflagrada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), em parcerias com a Controladoria-Geral da União (CGU), Receita Federal do Brasil (RFB) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Inicialmente a prisão foi temporária (cinco dias) e após a prorrogação por igual período a justiça decretou a preventiva.

Com a decisão ficarão presos por tempo indeterminado: Haroldo Mardem Dourado Casaes, Salomão Abud do Valle, Helton Marzo Dourado Casaes, Robson Xavier de Oliveira, Januário do Amor Divino, Cléber de Oliveira Reis, Rogério Luciano Dantas Pina, Diego Januário Figueiredo da Silva e Aberaldo Rodrigues Figueiredo.

Na decisão a juíza argumenta que a “complexa atividade criminosa de um grupo de pessoas, ora representados, que recebia recursos públicos destinados à saúde do Município de Feira de Santana de forma fraudulenta, através de diversas condutas criminosas, como fraude à licitação, falsidade ideológica, uso de ’empresas de fachada’ para lavagem de capitais, além de superfaturamento de serviços e execução contratual fraudulenta”.

No dia 24 de dezembro, o prefeito de Feira de Santana Colbert Martins Filho determinou a abertura de uma sindicância para apurar os contratos feitos com a cooperativa.

Colbert informou que no dia 21 de dezembro esteve na sede do Ministério Público Estadual, em Salvador, para uma reunião sobre a investigação e para comunicar que o contrato com a cooperativa será rescindido. Ele disse também que a prefeitura efetuará diretamente o pagamento dos cooperados.

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