A mãe da jovem Mariana Souza Mota, de 26 anos, agradeceu aos policiais pela prisão da filha em Niterói, nesta quarta-feira, após três meses de investigação de agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Moradora de um condomínio de luxo em Itaipu, no municípo da Região Oceânica, a moça de 30 anos vendia joias falsas pelas redes sociais. As peças custavam de R$ 5 mil a R$ 12 mil. Não identificada, a mãe de Mariana agradeceu aos policiais no momento em que sua filha foi detida.

Segundo o delegado titular da DRCPIM, Maurício Demétrio, que acompanhou a ação, a idosa informou que sabia das atividades ilegais praticadas pela moça e afirmou “não aguentar mais a presença da filha em casa”, com quem mantinha uma relação conturbada. A senhora contou a polícia que, inclusive, sofria maus tratos cometidos pela filha, que nunca trabalhou. Em depoimento, Mariana negou todas as acusações.

Na casa, moravam Mariana, sua mãe, seu padrasto e uma outra pessoa. De acordo com a polícia, a família não tem qualquer envolvimento no crime. No depoimento prestado à polícia, houve contradições por parte da falsificadora. Ora ela dizia que trazia as pedras preciosas da Índia, ora que fazia as compras em Dubai, no Oriente Médio, para onde viajava frequentemente, segundo as investigações.

O material será enviado ainda nesta quinta-feira para uma avaliação técnica da H.Stern, que ainda não se posicionou. De acordo com a polícia, Mariana atuava há pouco mais de um ano como falsificadora de joias. Ela vendia os itens como se fossem produzidos pela loja H.Stern, que descobriu o esquema e denunciou a falsificadora. Apesar dos valores arrecadados com as vendas, era o padrasto de Mariana que mantinha a casa e arcava com as despesas da residência.